sábado, 6 de janeiro de 2018


Confirmados três casos de febre amarela na Grande São Paulo

FONTE: Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo
A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou nesta sexta-feira, 5, pelo menos três casos de febre amarela registrados na região metropolitana de São Paulo. Dois pacientes morreram e uma está internada no Hospital das Clínicas, na capital. No último balanço da pasta, com casos reportados em 2017, não havia registro de infecções na Grande São Paulo. Os anteriores haviam sido relatados no interior paulista. O local provável de infecção foi Mairiporã.
Uma das infectadas, a engenheira Gabriela dos Santos Silva, de 27 anos, é moradora da zona oeste de São Paulo, mas esteve em região de mata em Mairiporã no fim do ano para trabalhar em uma obra. Ela não havia se vacinado. Segundo parentes, ela começou a apresentar os sintomas em 20 de dezembro, foi inicialmente diagnosticada com dengue e, após uma semana, apresentou piora, sendo internada em um hospital privado. Evoluiu com hepatite fulminante, sendo submetida a transplante de fígado no Hospital das Clínicas de São Paulo, no dia 28 de dezembro. O procedimento é inédito em casos de febre amarela.



BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO FEBRE AMARELA – 2017

Situação Epidemiológica

No período de janeiro até a segunda quinzena de dezembro, houve 151 casos suspeitos de Febre Amarela no estado de São Paulo, sendo 53 (35,1%) casos confirmados; dos casos confirmados, 24 autóctones (45,2%) e 29 importados (54,8%).

Em relação aos 24 casos autóctones, dez evoluíram para o óbito, com letalidade de 41,7%. A maioria dos casos é do sexo masculino (91,7%) e a mediana da idade é de 51,5 anos (2 – 76 anos).

Em relação à distribuição geográfica, sete casos ocorreram em área com recomendação de vacina contra Febre Amarela e 15 casos em área sem recomendação (Tabela 1 e Figura 1), com aumento do número de casos a partir da semana epidemiológica (SE) 11, quando a transmissão atinge a Regional de Saúde de Campinas. A partir da SE 19, não houve notificação de casos, porém nas SE 38, 40 e 47 houve três casos positivos: dois em Itatiba e um em Jundiaí.

Tabela 1 - Distribuição dos casos, óbitos e letalidade de Febre Amarela autóctones segundo município de infecção. Estado de São Paulo, 2017

Fonte: Sinan; CVE/CCD/SES-SP
Atualizado em 29/12/2017
  

Figura 1. Distribuição dos casos de Febre Amarela autóctones segundo município de infecção. Estado de São Paulo, 2017

Fonte: Sinan; CVE/CCD/SES-SP

Em relação aos casos importados, foram confirmados 29 casos, todos com local provável de infecção em Minas Gerais. Os casos se concentram nas primeiras semanas epidemiológicas do ano.

Em relação à ocorrência de Febre Amarela em Primatas Não Humanos (PNH), em 2017, tivemos notificações em 238 municípios e, desses, 40 confirmaram a circulação do vírus (Figura 2).

Figura 2. Distribuição de PNH notificados segundo município de ocorrência e classificação. Estado de São Paulo, 2017. 

Fonte: Sinan; CVE/CCD/SES-SP







quarta-feira, 29 de novembro de 2017

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Profilaxia pós-exposição a material biológico


A. Infecção por HIV 


Avaliação de risco


  1. Tipo de material biológico
  2. Tipo de exposição
  3. Sorologia para o HIV da pessoa exposta e da pessoa fonte
  4. Tempo transcorrido entre a exposição e o atendimento

Tipo de material biológico


Materiais com risco
Materiais sem risco
Sangue e tecidos com sangue
Suor   
Sêmen
 Lágrima   
Fluidos vaginais
 Fezes
    Outros fluidos biológicos
    • Líquidos peritoneal, pleural e pericárdico
    • Líquido amniótico
    • Líquido cefalorraquidiano
    • Líquido sinovial
 Urina   

Vômitos

Secreções nasais

Saliva

Tipo de exposição


Exposição com risco
Exposição sem risco
Percutânea – Lesões causadas por agulhas ou outros instrumentos perfurantes e/ou cortantes
Cutânea com pele íntegra   
Membranas mucosas – Exposição sexual; mucosa conjuntival, nasal e oral
Mordedura sem sangue   
Cutânea com pele não íntegra – Presença de dermatite ou feridas abertas; mordeduras com presença de sangue

Sorologia para HIV da pessoa exposta ou da pessoa-fonte

Teste Rápido para HIV



Tempo transcorrido

As situações de exposição ao HIV constituem atendimento de urgência, em função da necessidade de início precoce da profilaxia para maior eficácia da intervenção. Não há benefício da profilaxia com ARV após 72 horas da exposição.




Ações concomitantes



 - Verificar se há histórico de múltiplos usos de PEP - possibilidade de PrEP
 - Orientar vacinação contra HBV e HPV
 - Diagnosticar e tratar IST e hepatites virais
 - Orientar sobre uso de preservativos masculino e feminino e gel lubrificante

 - Orientar sobre redução de danos


Esquema Antirretroviral Preferencial*



*Cuidado com interações medicamentosas

 A adesão das pessoas para completar os 28 dias de uso dos ARV é essencial
para a maior efetividade da profilaxia


Esquemas Antirretrovirais Alternativos



  1. Impossibilidade de TDF: AZT + 3TC + DTG
  2. Impossibilidade de DTG: TDF + 3TC + ATV/r
  3. Impossibilidade de ATV/r: TDF + 3TC + DRV/r


B. Infecção por VHB





C. Infecção por Infecções Sexualmente Transmissíveis não virais


Primeiramente verificar se acidentado não tem diagnóstico de sifilis ou outra infecção, pela testagem rápida e pela história clínica (lesões genitais ou sintomas sistêmicos). Nesse caso a doença terá que ser tratada.




terça-feira, 12 de setembro de 2017

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Minicurso: A Imunologia da Relação Hospedeiro-Parasita

A Liga de Infectologia da UFSCar (LINFU) está promovento o Minicurso: A Imunologia da Relação Hospedeiro-Parasita. O minicurso é composto de quatro encontros com discussões de casos e palestras, ministradas nos dias 5/09,12/09,19/09 e 26/09/2017, às 19:00 no anfiteatro do Departamento de Medicina - UFSCar. Cada encontro aborda um tema diferente:

1 – As bases da imunolologia (05/09/2017) - Prof. Sigrid De Sousa dos Santos

2 – Defesa contra patógenos extracelulares (12/09/2017) - Prof Lucimar Retto da Silva de Avó e Prof. Sigrid De Sousa dos Santos
a. Discussão de caso de leishmaniose e esquistossomose 
b. Discussão de caso de diabetes 

3 – Defesa contra patógenos intracelulares (19/09/2017) - Dra. Ana Cecília de Oliveira Lessa e Prof. Sigrid De Sousa dos Santos
a. Discussão de caso de infecção em transplante 
b. Discussão de caso de infecção oportunista na aids 

4 – Imunologia aplicada (26/09/2017) - Profa. Cristina Helena Bruno Terruggi e Prof. Sigrid De Sousa dos Santos
a. Vacinação e soroterapia 
b. Anticorpos monoclonais
c. Testes diagnósticos no soro
d. Testes diagnósticos celulares

O público-alvo são estudantes de medicina e de outras áreas da saúde e as vagas foram preenchidas logo no primeiro dia.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Palestra

Diagnóstico, Epidemiologia e Prevenção das Hepatites Virais

Professora Doutora Silvana Gama Florêncio Chachá 

26/07/2017 19:00 h

Sesc São Carlos


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Anvisa Registra Primeiro Teste de Farmácia para Diagnóstico de Infecção por HIV


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) registrou em 15/05 o primeiro autoteste para diagnóstico de infecção por HIV no Brasil. O nome do teste é ACTION, sendo comercializado pela empresa Orangelife. O produto será destinado ao público leigo e poderá ser vendidos em farmácias. 

Para a realização do teste, a pessoa deverá furar a ponta do dedo com uma lanceta, semelhante à utilizada para teste de glicose em diabéticos. A gota de sangue é colhida com a ajuda de um capilar (tubo fininho) e colocada no dispositivo do teste. A seguir deverão ser adicionadas três gotas de solução tampão. O resultado deve ser lido em 10 minutos (máximo 20 minutos).

 Figura 1 - Imagem ilustrativa da coleta de sangue



Para que o teste seja válido, deverá aparecer uma banda de controle de qualidade (C). Caso o resultado seja reagente (positivo), haverá a formação de outra banda, a banda teste (T). Se não houver formação de nenhuma banda, o teste não é válido.

O teste é capaz de identificar a infecção por HIV depois de 30 dias da contaminação, ou seja, não avalia exposição muito recente. Em caso de exposição recente e teste não reagente (negativo), deve-se repetr o teste após 30 dias.

Em caso de resultado reagente (positivo), deve-e confirmar o resultado com teste realizado em serviço de saúde.

Figura 2 - Imagem ilustrativa de teste reagente (positivo):


Figura 3 - Imagem ilustrativa de teste não reagente (negativo):